Turista catarinense morta em arraial cabo foi est#prada, aponta laudo

Laudo de exame feito no corpo de Fabiane Fernandes, apontou que ela sofreu violência sexual antes de ser assassinada na trilha em Arraial do Cabo (RJ).

A polícia já tem o laudo com o resultado do exame feito no corpos da turista catarinense Fabiane Fernandes (30), que foi morta quando fazia uma trilha em Arraial do Cabo (RJ).

Fabiane foi vítima de estupro, antes de ser morta. Quando seu corpo foi encontrado, ela estava sem as roupas, e com ferimentos no rosto, cabeça e corpo.

Ela teve todos os ossos da face quebrados, e sua morte se deu por traumatismo cranioencefálico. E pelos ferimentos a perícia acredita que ela tenha sido morta a pedradas.

Ela desapareceu no dia 18 de novembro e seu corpo foi encontrado por um cão farejador da polícia civil, três dias depois.

Na última sexta-feira (14), Matheus Augusto da Silva de 22 anos, foi preso em São Paulo, como principal suspeito do crime.

Matheus Augusto da Silva foi preso em São Carlos na sexta-feira (14) — Foto: Fabiana Assis/G1

Vários indícios apontam para Matheus como autor do crime.

Renato Mariano, delegado que investiga o caso, informou que Matheus estava muito nervoso, negou a autoria do crime, mas o delegado disse que seu depoimento é cheio de contradições. 

“Ele nega a todo momento. Porém, durante as declarações ele fornece alguns detalhes contraditórios e nós temos nos autos bastante elementos que levam a ele”, disse Renato.

Testemunhas ouvidas pela polícia também disseram que ele apresentou comportamento estranho e nervoso depois do desaparecimento de Fabiane.

“Na cidade de Cabo Frio, que é a cidade vizinha por onde ele deixou a região, ele foi visto em atitudes de muito nervosismo e com diversas marcas de arranhão nos braços, o que levantou suspeitas a ponto dos próprios funcionários da rodoviária nos auxiliarem com informações sobre o caso”, afirmou o delegado.

A mãe de Matheus também teria ligado para o amigo do filho que estava com ele em Arraial do Cabo, questionando a razão dele ter chegado em casa em São Paulo ‘tão nervoso’.

Um artesão que dividia o acampamento com Matheus não estava no local, quando o crime ocorreu e por isso não é investigado pela participação no crime.

Outra prova encontrada pelo delegado, foi retirada do próprio celular de Fabiane.

“Nós percebemos que ela fez diversas selfies e a única fotografia onde uma segunda pessoa fez, produziu, foi exatamente no local do acampamento”, afirmou.

O cão farejador que encontrou o corpo de Fabiane, também apontou os pertences de Matheus como se tivesse encontrado a vítima.

Matheus alegou a polícia que sofre de transtornos mentais, e será submetido a perícia médica.

Um grupo de trilheiros, fez uma foto de Matheus no acampamento no local onde foi encontrado o corpo de Fabiane, a foto foi feita um dia depois do desaparecimento dela, e depois dias depois da foto, o corpo encontrado.

Suspeito foi visto na trilha onde corpo da empresária foi encontrado um dia após o desaparecimento dela — Foto: Grupo de Trilheiros/ Divulgação

Em um vídeo, Matheus nega as acusações. “Eu gostaria de deixar o tempo mostrar… A hora que sair o resultado dos meus exames para mostrar realmente que eu sou inocente dessas acusações e minha vida voltasse ano normal, tudo de novo, como tava sendo”, disse o suspeito ao G1.

Fabiane era gaúcha de Sapucaia do Sul (RS), mas vivia em Florianópolis (SC), onde administrava uma pousada da família na Praia dos Ingleses. Fabiane tinha um filho de nove anos e cuidava da mãe, que é acamada.